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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A FORÇA DA AÇÃO


É muito comum nos depararmos com frases como “deus me ajudou a vencer esse desafio” ou “deus me deu esse dom maravilhoso”. Tendo em vista tais afirmações, podemos cair na ideia de que, mesmo se deus não existir, o fator deus, ou seja, a ideia de que deus existe, é essencial à força de ação do indivíduo. Mas quais as outras possibilidades de impulsos para nossa força de ação?
Temos muitos exemplos de pessoas sem crença em deus que foram extremamente produtivas em seus trabalhos: Isaac Asimov escreveu mais de 400 livros, e também, não pela quantidade de trabalhos, mas pela quantidade de áreas em que se desenvolveu, temos Charlie Chaplin, que era ator, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico que participava em praticamente todas as etapas de seus filmes.
A proposição que coloco é que, se nos colocamos a desenvolver determinadas tarefas, fazemos visando benefícios futuros. Para alguns cientistas, a força de ação talvez seja ganhar o Nobel, ou para os artistas talvez seja ser publicamente reconhecido. Ambos os motivos seguem a linha da recompensa. Essa recompensa social deve estar ligada com a necessidade biológica de sobrevivência, uma economia natural que procura equilibrar ganho e despesas, a sociedade recompensará aqueles que geram informações e produtos úteis para o indivíduo que está recebendo a informação ou o produto. Uma obra de arte pode lhe ensinar que o ciúme é comum, mas que talvez o melhor seja tentar superá-lo, e que talvez agir da forma como foi ensinada pela obra de arte façam as suas chances de ter um relacionamento saudável maior. Portanto, até a ideia da existência de deus é desnecessária para a força de ação, tanto para os que crêem em deus como aos que não crêem, pois temos impulsos biológicos inconscientes para agir.
Se declarar conquistas como responsabilidade divina não passa de uma alegoria para  a força de ação, então, qual seria a razão para tais afirmações? Naturalmente se não fossem registrados benefícios por alegar responsabilidade divina em um trabalho, bem rápido esse hábito seria descartado. Julgo que aqueles que fazem tais afirmações não estão interessados em deus, tão menos ainda no céu, mas estão interessados inconscientemente nos benefícios reais, que vêm da Terra, benefícios que alcançam na demonstração de ser uma pessoa portadora da fé. O que é buscado não é deus, e sim quebrar a desconfiança e conquistar a confiança social. Enraizaram a ideia de que deus é bom e que quem o segue também é. Deus nunca foi o objetivo, ele foi sempre o meio para os objetivos humanos, ou seja, uma persuasão. Aquele que se destacou em um determinado trabalho, pode considerar melhor creditar o feito para deus, pois além de ter feito um bom trabalho, também se coloca como inofensivo ou até mesmo como um escolhido por deus para ter tais talentos. Assim, conquista a confiança e mantém distantes aqueles que podem desvalorizar seu feito; afinal, quem desvalorizaria um dom dado por deus?
Muitos não usam o mecanismo de ganhar a confiança através de deus, então, para estes o que lhes sobra é conquistar a confiança através de seu suor, entre outras formas, demonstrando ativamente por que devem ser considerados uma pessoa respeitável na sociedade. Por ser um sujeito produtivo e como colaborador do grupo em que vive, sem persuasões em nome deus. Destarte, também é recompensado com a confiança e admiração; porém, em sua medida justa e com alto dispêndio de suor. Consequentemente, assim como aqueles que exercitam seus músculos sem esquemas facilitadores de auto-enganação, se tornarão mais fortes.
É muito comum nos depararmos com frases como “deus me ajudou a vencer esse desafio” ou “deus me deu esse dom maravilhoso”. Tendo em vista tais afirmações, podemos cair na ideia de que, mesmo se deus não existir, o fator deus, ou seja, a ideia de que deus existe, é essencial à força de ação do indivíduo. Mas quais as outras possibilidades de impulsos para nossa força de ação?
Temos muitos exemplos de pessoas sem crença em deus que foram extremamente produtivas em seus trabalhos: Isaac Asimov escreveu mais de 400 livros, e também, não pela quantidade de trabalhos, mas pela quantidade de áreas em que se desenvolveu, temos Charlie Chaplin, que era ator, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico que participava em praticamente todas as etapas de seus filmes.
A proposição que coloco é que, se nos colocamos a desenvolver determinadas tarefas, fazemos visando benefícios futuros. Para alguns cientistas, a força de ação talvez seja ganhar o Nobel, ou para os artistas talvez seja ser publicamente reconhecido. Ambos os motivos seguem a linha da recompensa. Essa recompensa social deve estar ligada com a necessidade biológica de sobrevivência, uma economia natural que procura equilibrar ganho e despesas, a sociedade recompensará aqueles que geram informações e produtos úteis para o indivíduo que está recebendo a informação ou o produto. Uma obra de arte pode lhe ensinar que o ciúme é comum, mas que talvez o melhor seja tentar superá-lo, e que talvez agir da forma como foi ensinada pela obra de arte façam as suas chances de ter um relacionamento saudável maior. Portanto, até a ideia da existência de deus é desnecessária para a força de ação, tanto para os que crêem em deus como aos que não crêem, pois temos impulsos biológicos inconscientes para agir.
Se declarar conquistas como responsabilidade divina não passa de uma alegoria para  a força de ação, então, qual seria a razão para tais afirmações? Naturalmente se não fossem registrados benefícios por alegar responsabilidade divina em um trabalho, bem rápido esse hábito seria descartado. Julgo que aqueles que fazem tais afirmações não estão interessados em deus, tão menos ainda no céu, mas estão interessados inconscientemente nos benefícios reais, que vêm da Terra, benefícios que alcançam na demonstração de ser uma pessoa portadora da fé. O que é buscado não é deus, e sim quebrar a desconfiança e conquistar a confiança social. Enraizaram a ideia de que deus é bom e que quem o segue também é. Deus nunca foi o objetivo, ele foi sempre o meio para os objetivos humanos, ou seja, uma persuasão. Aquele que se destacou em um determinado trabalho, pode considerar melhor creditar o feito para deus, pois além de ter feito um bom trabalho, também se coloca como inofensivo ou até mesmo como um escolhido por deus para ter tais talentos. Assim, conquista a confiança e mantém distantes aqueles que podem desvalorizar seu feito; afinal, quem desvalorizaria um dom dado por deus?
Muitos não usam o mecanismo de ganhar a confiança através de deus, então, para estes o que lhes sobra é conquistar a confiança através de seu suor, entre outras formas, demonstrando ativamente por que devem ser considerados uma pessoa respeitável na sociedade. Por ser um sujeito produtivo e como colaborador do grupo em que vive, sem persuasões em nome deus. Destarte, também é recompensado com a confiança e admiração; porém, em sua medida justa e com alto dispêndio de suor. Consequentemente, assim como aqueles que exercitam seus músculos sem esquemas facilitadores de auto-enganação, se tornarão mais fortes.



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